Trabalhadores avistaram fumaça e molhavam galpão quando ocorreu explosão na Coamo
| DOURADOSNEWS / ADRIANO MORETTO
Os sete trabalhadores feridos na cooperativa Coamo, em Ponta Porã, molhavam um galpão por onde saia fumaça quando ocorreu a explosão. O fato aconteceu na manhã de segunda-feira (13/3), na unidade localizada às margens da BR-463, rodovia que liga Dourados à região de fronteira.
As vítimas são homens, tiveram ferimentos graves e foram trazidas para Dourados com queimaduras que chegam a 90% do corpo.
Quatro, dos cinco em estado grave já conseguiram transferência para a Santa Casa de Campo Grande e uma pessoa ainda aguarda vaga para ser encaminhada à mesma unidade de saúde. Os outros dois pacientes tiveram alta. Eles estavam em observação.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na 2ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã e que o Dourados News teve acesso, por volta de 5h, funcionários foram avisados sobre fumaça no secador de grãos.
Em seguida, eles teriam abafado o local, fechando as entradas e saídas com a intenção de cessar qualquer princípio de fogo.
Por volta das 10h, a fumaça passou para um galpão que tem ligação ao secador e onde acontece a última separação dos resíduos da soja para posterior descarte.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o procedimento adotado pelo grupo foi de molhar o espaço até a chegada do Corpo de Bombeiros, quando ocorreu a explosão.
As vítimas foram socorridas por veículos da própria empresa que acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Dourados e se encontraram na rodovia federal.
Em seguida, os trabalhadores foram encaminhados para o Hospital da Vida e UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Além das queimaduras, os pacientes inalaram grande quantidade de fumaça.
De acordo com a delegada Elisangela Ferreira, da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã e que investiga o caso, é aguardado o laudo da perícia para se posicionar sobre o assunto e ter embasamento se houve alguma negligência por parte da empresa.
A expectativa é que o documento possa estar pronto nos próximos dias. A princípio o caso foi registrado como lesão corporal culposa e incêndio culposo.
Em nota encaminhada à imprensa, a Coamo disse lamentar o ocorrido e tem apurado as causas da explosão e dando apoio aos trabalhadores que se envolveram no caso.
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