Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é marcado por roda de conversa

Encontro irá debater a construção de diálogo de respeito e liberdade religiosa

| SILVIA FRIAS / CAMPO GRANDE NEWS


A data foi instituída em memória da ialorixá Gilda de Ogum (Foto/Divulgação)

Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado nesta terça-feira, 21 de janeiro, será realizado hoje, em Campo Grande, um debate em terreiro sobre liberdade de crença e diversidade religiosa. A atividade ocorre a partir das 19h, na Tenda de Umbanda Senzala dos Pretos Velhos, localizada no Jardim Nhanhá.

A roda de conversa tem como tema “A mão que cura é a mesma que resiste: um diálogo de respeito e liberdade religiosa no enfrentamento à intolerância'.

A data foi instituída em memória da ialorixá Gilda de Ogum, vítima de intolerância religiosa na Bahia, e busca chamar atenção para a garantia constitucional da liberdade religiosa e para o enfrentamento de práticas discriminatórias motivadas por crença ou religião.

O debate reúne representantes de políticas públicas voltadas às mulheres, pessoas idosas, população LGBTQIA+ e promoção da igualdade racial, com foco na discussão sobre intolerância religiosa e racismo religioso, especialmente contra povos e comunidades de matriz africana.

Em Mato Grosso do Sul, ações relacionadas ao tema são desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Cidadania, que atua no enfrentamento de violações de direitos associadas à discriminação religiosa. Entre as iniciativas citadas está o programa MS Sem Racismo, voltado à promoção da igualdade racial no Estado.

Segundo o subsecretário de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, o racismo religioso se manifesta de diferentes formas no cotidiano, desde agressões diretas até impedimentos simbólicos e sociais.

“Essas populações ainda são impedidas, muitas vezes, de usar seus adornos, de expressar sua fé livremente. Suas práticas religiosas são vistas de forma pejorativa e, mesmo em um país laico, essas religiões continuam sendo perseguidas. Por isso, o 21 de janeiro é um momento de reflexão, de esclarecimento e de produção de conhecimento para toda a população sul-mato-grossense.'

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