Pollon diz ser perseguido para não votar veto a anistia e critica Conselho de Ética
O deputado federal de Mato Grosso do Sul participou da Caminhada pela Liberdade, realizada na Avenida Paulista, em São Paulo
| TOP MíDIA NEWS/BRENDA SOUZA
O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) afirmou neste domingo (1°) que parlamentares de direita estão sendo alvo de perseguição política para serem afastados da Câmara e não participarem da votação que pode derrubar o veto relacionado à dosimetria das penas. A declaração foi feita durante a Caminhada pela Liberdade, realizada na Avenida Paulista, em São Paulo.
O ato reuniu apoiadores que defendem anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro e criticam decisões do Judiciário. Durante o evento, Pollon disse que processos em andamento no Conselho de Ética teriam como objetivo reduzir o número de votos favoráveis à derrubada do veto.
“Eles querem nos afastar para que a gente não vote na derrubada do veto. Três votos a menos na derrubada do veto. Isso é um sistema nefasto que pune quem enfrenta o sistema”, afirmou o deputado.
Pollon também questionou o fato de o Conselho de Ética ter marcado reuniões antes do Carnaval. Segundo ele, essa antecipação não teria ocorrido em anos anteriores. O parlamentar citou datas de reuniões passadas para sustentar a crítica e classificou os procedimentos como perseguição política.
“Não é julgamento. É perseguição política. Eu sinto orgulho de estar sendo perseguido nessa ditadura, porque se você é oposição e não está sendo perseguido, você está sendo oposição do jeito errado”, disse.
Durante o discurso, o deputado fez críticas ao sistema político e ao combate à corrupção no país. Para Pollon, problemas como a violência e as falhas na saúde pública seriam consequência direta da corrupção e da atuação que considera omissa do Senado.
Ele também criticou o STF (Supremo Tribunal Federal), afirmando que o comportamento da Corte estaria relacionado à falta de reação do Legislativo. “Se o Supremo se sente confortável em receber R$ 130 milhões no escritório da esposa e em ganhar presente, é porque o Senado é covarde”, declarou.
A Caminhada pela Liberdade contou com a presença de parlamentares e apoiadores alinhados à direita e teve como principal pauta a defesa da anistia aos condenados e investigados pelos atos de 8 de janeiro.
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