Indicativo de greve não deve fechar Emeis de Campo Grande, diz secretário
Ele afirmou que assistentes de educação são essenciais, mas que Capital tem professores nos níveis 1 e 2
| CASSIA MODENA E GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS
Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (9), na Escola Municipal João de Paula Ribeiro, o secretário municipal de Educação de Campo Grande, Lucas Bitencourt, afirmou que o indicativo de greve das assistentes de educação infantil, caso se concretize, não deve fechar as Emeis (Escolas de Educação Infantil).
Ele explicou que, diferente de outras capitais, a prefeitura tem como retaguarda os professores de educação infantil dos níveis 1 e 2 na rede municipal, que estão aptos a atender de bebês às crianças maiores que ainda não têm idade para entrar no primeiro ano do Ensino Fundamental.
'É interessante falar que Campo Grande é uma das únicas capitais do Brasil que tem professor no grupo 1 e 2. É diferente em outros lugares. A gente fica mais seguro nesse processo porque ter professores para desde bebês até os maiores, traz um grande acalanto para nós', disse o secretário.
Comissão - Lucas não deixou de reconhecer que o trabalho das assistentes de educação infantil é essencial e declarou que a Semed (Secretaria Municipal de Educação) já está tratando das denúncias de assédio moral contra elas e da superlotação em salas de aula, problemas levados à Câmara Municipal na semana passada.
'Claro que nós dependemos 100% das assistentes porque elas fazem o cuidado com muita responsabilidade, com muito carinho e fica nosso agradecimento a todas elas', começou.
Lucas Bitencourt afirmou que uma comissão foi criada para analisar as denúncias. 'Nós a montamos para ver o que está acontecendo e fazer uma intervenção. O que queremos, o que prezamos, é que todo o servidor seja muito bem respeitado e acolhido. Para isso, existe agora essa comissão e também o nosso setor jurídico, que faz todo o acompanhamento. O educador tem que ser, no mínimo, educado', continuou.
Sobre o aumento de salário que as assistentes reivindicam, de R$ 1,9 mil para R$ 2,5 mil e mais R$ 300 de auxílio-alimentação, o secretário afirmou que essa análise fica a cargo da Secretaria Municipal de Finanças.
Em nota divulgada na última sexta-feira (6), o sindicato que representa as assistentes educacionais definiu indicativo de greve em 19 de fevereiro. Negociações são feitas junto à prefeitura enquanto isso.
Redução da lista de espera - O representante da pasta também destacou que a lista de espera por vagas nas Emeis, este ano, caiu de cerca de 13 mil para aproximadamente 2 mil, permitindo que pais voltem ao mercado de trabalho e as crianças iniciem os estudos cedo.
Após a coletiva ele detalhou o conjunto de medidas que favoreceu a redução. 'Retomamos mais de 13 obras paradas, entregamos quatro dessas, construímos 166 novas salas. O Estado abriu vagas de 3º ao 5° ano, o que ampliou o espaço nas nossas escolas. Tudo isso resultou na diminuição da lista de espera', pontuou.
Kits, uniformes e ar-condicionado - Ainda durante a coletiva, Bitencourt disse que a entrega dos kits escolares (compostos por cadernos, lápis e outros materiais) para os alunos segue um cronograma e tem datas diferentes nas escolas, conforme o que ocorre há anos na rede municipal. A expectativa é que a conclusão se estenda até o pós-Carnaval. 'Nunca acontece ao mesmo tempo de forma simultânea', frisou. Já a entrega de uniformes, de modelo novo, também vai seguir um cronograma.
Quanto ao ar-condicionado nas escolas, os aparelhos estão funcionando em 70% delas, disse Lucas. As demais dependem de um trabalho feito junto à concessionária Energisa para substituir redes elétricas antigas nas ruas das instituições. A expectativa é que o total esteja climatizado até o fim deste ano.
Todas as 208 escolas municipais tiveram início das aulas nesta segunda-feira, com estoque para merenda garantido e transporte escolar rodando, concluiu o secretário. 'Essa primeira semana é e adaptação e organização para receber os alunos nas escolas, de acolhimento', finalizou.
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