Operação mira grupo que desviou R$ 30 milhões do Farmácia Popular

Mandados expedidos pela Justiça Federal em Dourados são cumpridos nos estados de SP, PB, RS e MG

| HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS


Agentes federais em um dos endereços onde mandados foram cumpridos hoje (Foto: Divulgação)

Uma organização criminosa que desviou pelo menos R$ 30 milhões do programa federal Farmácia Popular do Brasil é alvo da Operação OTC (Over the Counter), deflagrada nesta terça-feira (10) pela Polícia Federal, Receita Federal do Brasil e GCU (Controladoria Geral da União).

Quatro mandados de busca e apreensão e de sequestro de bens e valores no motante de R$ 8,7 milhões, expedidos pela 2ª Vara Federal em Dourados, estão sendo cumpridos em João Pessoa (PB), Pirangi (SP), Carazinho (RS) e Lagoa Santa (MG).

De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram após a constatação de fraudes em farmácias beneficiadas pelo programa na cidade de Dourados, utilizando de forma indevida o nome (CPF) de pessoas para simular venda fictícia de medicamentos.

O modo de operação da organização consistia na aquisição de CNPJs de estabelecimentos farmacêuticos já em operação e com cadastro ativo no programa federal.

Na sequência, a quadrilha transferia a titularidade em favor de “laranjas' e lançava no sistema oficial do Farmácia Popular a venda de medicamentos que nunca tinham sido adquiridos ou vendidos de fato para os CPFs informados. A estratégia permitia o recebimento de reembolsos indevidos, pagos com recursos do programa federal.

Conforme a PF, o aprofundamento das investigações revelou que as fraudes eram comandadas pela organização criminosa responsável por fraudes no Programa Farmácia Popular em todo o país, movimentando milhões de reais em prejuízos.

A deflagração da operação cumpre mandados de busca e apreensão de provas, além de sequestro de contas bancárias, veículos e imóveis relativos a sete pessoas jurídicas e nove pessoas físicas integrantes do esquema.

Com a análise do material apreendido na operação de hoje e demais desdobramentos, os investigados devem responder por organização criminosa e estelionato.

A operação recebeu o nome de “Over the Counter' em referência aos medicamentos de venda livre, em que o cliente pode comprar sem receita médica. Para aplicar o golpe, a organização fraudava o sistema usado pelo programa Farmácia Popular para controlar a venda dos produtos.

Gráfico mostra como funcionava o esquema (Arte: Receita Federal)

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