Preço de imóveis em Campo Grande sobe acima da média nacional em fevereiro
Capital sul-mato-grossense registra valorização de 1,33% no mês; valor médio do metro quadrado chega a R$ 6,6 mil
| O ESTADO ONLINE
O preço de venda de imóveis residenciais em Campo Grande avançou 1,33% em fevereiro, desempenho superior à média nacional registrada no período. O dado consta no levantamento mais recente do Índice FipeZAP, que acompanha anúncios de venda em 56 cidades brasileiras.
No país, a valorização média foi de 0,32% no mês, ligeiramente acima da variação observada em janeiro, quando o indicador havia subido 0,20%. A alta mais intensa em Campo Grande colocou a Capital entre as que tiveram maior elevação de preços entre as capitais monitoradas.
Com o avanço, o valor médio do metro quadrado na cidade passou a ser estimado em R$ 6.650. No comparativo anual, os preços acumulam alta de 2,95%, segundo o estudo.
Na avaliação do presidente do CRECI-MS (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul), Roberto da Cunha, a valorização observada na Capital está associada a fatores econômicos que sustentam a demanda por moradia.
Segundo ele, o aquecimento do mercado de trabalho, a melhora da renda em diferentes segmentos e as condições de crédito ainda disponíveis para financiamento contribuem para manter o ritmo de compra de imóveis.
“O que vemos é um movimento predominantemente de famílias comprando para morar, e não apenas de investidores, o que torna esse crescimento de preços mais consistente e saudável', afirma. Cunha também aponta que mudanças na dinâmica urbana da cidade ajudam a explicar o avanço dos valores.
Campo Grande tem passado por um processo de adensamento em bairros que concentram melhor infraestrutura, oferta de serviços e mobilidade urbana. Nesses eixos, segundo o presidente do Conselho, o valor do metro quadrado tende a subir com maior intensidade.
Além disso, os lançamentos recentes têm priorizado empreendimentos voltados à moradia, especialmente apartamentos de dois e três dormitórios, geralmente com áreas de lazer e estrutura de segurança.
“Esse tipo de produto atende a uma demanda de famílias que buscam melhorar a qualidade de vida, o que também contribui para a valorização dos imóveis residenciais na cidade', afirma.
O levantamento mostra ainda que o movimento de valorização observado em fevereiro foi influenciado, sobretudo, por unidades menores. Imóveis com um dormitório tiveram o maior aumento médio entre os diferentes perfis analisados, enquanto unidades com três dormitórios registraram variação praticamente estável no período.
De forma geral, os preços de venda continuam avançando em ritmo moderado no país. O resultado de fevereiro também superou a variação do IGP-M, índice de inflação calculado pela Fundação Getulio Vargas, que registrou queda de 0,73% no mesmo intervalo.
Entre as capitais acompanhadas, as maiores altas mensais ocorreram principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para Belém e Campo Grande. Já os níveis mais elevados de preço por metro quadrado permanecem concentrados em cidades como São Paulo, Florianópolis e Rio de Janeiro.
O Índice FipeZAP é elaborado a partir de anúncios publicados em plataformas digitais do Grupo OLX, como Zap Imóveis e Viva Real.
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