Saudade vira terapia: visita de cão emociona paciente em hospital

Após dias de internação por pneumonia, menina de 10 anos recebe visita de pet e muda o clima no quarto

| JOSé CâNDIDO / CAMPO GRANDE NEWS


No quarto da pediatria, Nicoly abraça Bud durante visita autorizada que quebrou a rotina da internação e trouxe alívio em meio ao tratamento.

Após dias de internação por pneumonia, menina de 10 anos recebe visita de pet e muda o clima no quarto; ação integra projeto voltado a pacientes de longa permanência.

O silêncio no quarto de pediatria deu lugar a risos, abraços e até a um visitante inusitado. Depois de 15 dias internada para tratar uma pneumonia, Nicoly Tavares Ayala, de 10 anos, teve a rotina quebrada por um encontro simples, mas cheio de significado: a visita de um cachorro.

A ideia surgiu após a equipe perceber mudanças no comportamento da menina, mais quieta e abatida com a distância de casa. A saudade do próprio animal de estimação foi apontada como um dos fatores, e abriu espaço para uma alternativa: permitir a entrada de um pet no ambiente hospitalar, algo ainda pouco comum, mas que vem ganhando espaço em práticas de cuidado mais humanizado.

Sem a possibilidade de trazer o cachorro da família, que vive no interior do Estado, a solução foi recorrer a Bud, cão da tia da menina, com quem ela também mantém vínculo afetivo. Para que o encontro acontecesse, foram adotados protocolos de segurança, incluindo avaliação prévia, condições de saúde do animal e autorização da equipe responsável.

Quando o cão entrou no hospital, com direito a identificação de visitante, a reação foi imediata. Nicoly, que até então enfrentava dias difíceis de internação, sorriu, abraçou o animal e resumiu o momento com poucas palavras: disse estar mais feliz.

Para a mãe, Mitchele Caroline Lima Tavares, a mudança foi visível. Segundo ela, a filha estava ansiosa e triste com a permanência no hospital, e a visita ajudou a aliviar o emocional em um período delicado.

A experiência ocorreu no Hospital Unimed Campo Grande, dentro de uma iniciativa voltada a pacientes com internações prolongadas. O projeto, chamado “Dia do Desejo', busca atender pedidos simples dos pacientes, desde que compatíveis com as condições clínicas e normas hospitalares.

Mais do que um gesto simbólico, ações desse tipo têm sido cada vez mais associadas ao bem-estar durante o tratamento. A presença de animais, por exemplo, já é estudada em diferentes contextos como fator que pode reduzir ansiedade, melhorar o humor e contribuir para a recuperação.

No caso de Nicoly, o efeito foi imediato — e difícil de medir apenas em termos clínicos. Em meio a exames, medicações e rotina hospitalar, o reencontro com o pet trouxe algo que não se prescreve em receita: conforto emocional.

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