PED: Operação com apoio federal procura armas e celulares no maior presídio de MS
Ações na Penitenciária Estadual de Dourados fazem parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado
| HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS
Maior presídio de Mato Grosso do Sul com pelo menos 2.800 internos, a PED (Penitenciária Estadual de Dourados) recebe nesta segunda-feira (15) as ações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, desenvolvido pelo Governo Federal em conjunto com Governo de Mato Grosso do Sul.
Localizada a 120 km da linha internacional com o Paraguai, a região onde fica a PED é considerada estratégica no enfrentamento ao crime organizado.
Coordenadas pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) e pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul), as ações mobilizam servidores da FPN (Força Penal Nacional), equipes especializadas da Diretoria de Inteligência Penal da Senappen e da Gerência de Inteligência de Mato Grosso do Sul, além de 50 policiais penais e agentes operacionais do Cope (Comando de Operações Penitenciárias).
Conforme a Agepen, a “Operação Mute' faz revistas estruturadas para busca de celulares e materiais ilícitos do ambiente prisional, enquanto a “Operação Modo Avião' utiliza tecnologia especializada para identificação de sinais de telefonia móvel, para tentar interromper comunicações criminosas originadas no interior da penitenciária.
Durante a ação também foi utilizado um “georradar', equipamento capaz de identificar estruturas subterrâneas sem a necessidade de escavações ou intervenções físicas no terreno. A ferramenta permite localizar possíveis túneis, galerias, cavidades e outras alterações estruturais que possam representar riscos à segurança.
A Agepen informou que a PED também integra o Projeto Padrão Segurança Máxima, iniciativa da Senappen que prevê investimentos em equipamentos, tecnologia e qualificação profissional. A unidade deverá receber equipamentos como aparelhos de raio-X, scanners corporais (body scan) e viaturas especializadas, ampliando a capacidade de fiscalização, controle de acessos e segurança institucional.
'Estamos levando para as unidades prisionais estratégicas aquilo que há de mais moderno em tecnologia, inteligência e procedimentos operacionais. O enfrentamento ao crime organizado exige integração permanente entre União e estados. Quando fortalecemos o controle prisional, interrompemos fluxos de comunicação criminosa, reduzimos a capacidade de articulação dessas organizações e ampliamos a proteção da sociedade', afirmou o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Segundo ele, a atuação simultânea das frentes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado demonstra a estratégia adotada pelo Governo Federal para enfrentar as organizações criminosas, recentemente qualificadas como grupos terroristas pelos Estados Unidos.
Para o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, as ações demonstram a relevância da unidade no enfrentamento às organizações criminosas.
'A Penitenciária Estadual de Dourados ocupa uma posição estratégica no sistema prisional brasileiro e desempenha papel fundamental para a segurança pública da região. Essa ação conjunta fortalece os nossos protocolos, amplia as capacidades operacionais das equipes e contribui para elevar os padrões de segurança da unidade. Beneficia diretamente a sociedade e reforça a presença do Estado no combate ao crime organizado', avaliou.
Força Penal Nacional
Conforme a Agepen, o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) autorizou, por meio da Portaria MJSP nº 1.214/2026, o emprego da Força Penal Nacional em unidades prisionais de Mato Grosso do Sul pelo período inicial de 90 dias.
A atuação é coordenada pela Polícia Penal Federal e reúne policiais penais federais e estaduais oriundos do Acre, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Sergipe. Eles trabalham em conjunto com a Polícia Penal Federal e os policiais penais de Mato Grosso do Sul.
Padrão Segurança Máxima
O PSM (Padrão Segurança Máxima) integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado e tem como objetivo fortalecer o controle prisional, ampliar a capacidade de enfrentamento às organizações criminosas e modernizar o sistema penitenciário brasileiro. O projeto prevê investimentos em equipamentos, infraestrutura, tecnologia e qualificação profissional para 138 unidades prisionais estratégicas em todo o país. A PED é uma delas.
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