O Sindicato Rural Patronal de Jateí, através do Presidente Zé Pereira, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS), realizou nos dias 30 e 31 de outubro o curso de Casqueamento e manutenção de cascos em equinos.
As aulas, que totalizaram 16 horas, aconteceram na Fazenda JC e contou com 12 participantes. Eles foram orientados pelo instrutor Dilson Ricartes Filho, tendo de mobilizadora Franciele Souza da Silva.
Casqueamento é rápido e aumenta produtividade e bem estar dos equídeos - Casqueamento é o conjunto de cuidados com os cascos dos equídeos, que deve ser iniciado a partir dos dois meses de vida do animal. Trata-se da higienização, correção do desvio para desenvolvimento correto da locomoção e nivelamento com o solo. Estes cuidados são fundamentais para atividades que envolvem lazer, esporte e trabalho. O casco é a base de sustentação do peso dos equídeos, interferindo na saúde e na locomoção dos animais. A manutenção deve ser feita em todo o grupo de equídeos, o qual inclui animais como cavalo, pônei, asno ou burro, e até mesmo selvagens, como as zebras.
A manutenção em alguns casos leva apenas 20 minutos e proporciona aumento de até 30% na produtividade do animal, segundo o instrutor do SENAR/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Silva. Para habilitar produtores a realizar adequadamente este cuidado, o SENAR/MS oferece o curso de ‘Casqueamento e Manutenção de Cascos de Equídeos’, que será realizado em Campo Grande nos dias 27 a 28 deste mês.
Para o instrutor, a prática proporciona maior expectativa de vida e fortalecimento da estrutura do animal. “A manutenção é simples e é recomendado que aconteça pelo menos a cada 30 dias em animais estabulados ou a campo”. Silva ressalta que esta prática está consolidada no campo. “O casqueamento e manutenção de cascos é uma atividade necessária, presente em 90% do nosso meio rural”, destaca.
É importante que os equídeos tenham os cascos íntegros e saudáveis para locomoção e suas atividades. O médico veterinário da Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do sul, Horácio Tinoco, menciona que um dos objetivos do casqueamento e manutenção dos cascos é preservar a sanidade do animal. “A prática é uma precaução a vários problemas, como por exemplo, o mau cheiro devido a podridão da ranilha - que é a parte inferior do casco - e lesões devido ao atrito com o solo”, afirma Tinoco.
O médico veterinário alerta que a falta desses cuidados causa outros malefícios ao animal. “Lesionado, o animal sente dor e desconforto. Fica mais lento e estressado, isso reflete diretamente no seu desempenho. Os produtores e trabalhadores rurais têm conhecimento deste hábito necessário, mas é importante realizar treinamentos para obter sempre melhores resultados”. (Com informações Assessoria Senar MS)
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